A GUERRA DE TRUMP, A TESE DE MEARSHEIMER O FIM DA HEGEMONIA AMERICANA
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Havia algo de errado no ar de Washington muito antes dos primeiros mísseis cruzarem o céu de Teeran. Era uma estranheza difícil de nomear, não exatamente medo, não exatamente arrogância, mas aquela mistura peculiar das duas coisas que os impérios exibem no momento em que começam a acreditar em suas próprias mentiras. Quem já andou pelos mercados de Terã, pelos cafés de Beirute, pelas ruas de Bagdá, sabe reconhecer esse momento. É quando o poder que se acredita absoluto começa a confundir força bruta com sabedoria estratégica. No dia 28 de fevereiro de 2026, Israel e os Estados Unidos lançaram o que Trump chamou de operações de combate massivas e majestosas contra o Irã. Em poucas horas, o líder supremo Ali Camenei estava morto. Trump apareceu triunfante. Netaniahu parecia ter finalmente conseguido o que perseguia há décadas. Por um breve instante, aquele instante ilusório que a história adora inserir antes do desastre, pareceu que Washington havia dado um golpe decisivo. Mas o Oriente Médio nunca funcionou assim. Funciona segundo lógicas, com séculos de profundidade, camadas de memória histórica, de humilhação acumulada, de resistência que se alimenta exatamente da pressão exercida contra ela. E foi assim que o Irã respondeu: "Não da maneira que o Washington esperava. O colapso rápido, a capitulação, o povo iraniano jogando flores nos pés dos libertadores americanos como Trump e Netaniarro, aparentemente imaginavam. Em vez disso, o Irã fez algo que mudou fundamentalmente o jogo. Fechou o estreito de Ormus. Pense por um momento no que significa fechar o estreito de Ormus. 56 km de largura em seu ponto mais estreito. Por ali passam, em condições normais, aproximadamente 20% do petróleo mundial e 20% do gás natural liquefeito do planeta. Quando o Irã fechou aquele corredor marítimo, não estava apenas bloqueando tanqueiros, estava empurrando um punhal direto no coração do sistema econômico global que os Estados Unidos construíram e sobre o qual assentaram sua hegemonia durante décadas. Brand Crude passou de 90 para mais de 100 em poucos dias. Em meados de março, Dubai Crude chegou a 166, o mais alto da história. Na Califórnia, a gasolina ultrapassou $ por galão. 230 tanqueiros carregados ficaram presos dentro do Golfo, esperando uma passagem que não vinha. A Agência Internacional de Energia descreveu aquilo como a maior disrupção de fornecimento de energia da história do