Os Soldados ROMANOS acreditavam ser invencíveis | Até enfrentarem esses DEMÔNIOS...
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Em junho de 53 aes de. Crist, sete legiões romanas marchavam pelo deserto da Mesopotâmia. 43.000 homens. a força militar mais disciplinada, mais testada e mais letal que o mundo antigo havia produzido. Atrás delas, a expansão de uma república que havia dobrado reis, destruído impérios e transformado o Mediterrâneo num lago romano. À frente, o que os exploradores descreviam como um exército inimigo disperso em fuga, inferior em número. O que os romanos não podiam imaginar naquele calor sufocante de junho é que aqueles inimigos não estavam em fuga, estavam esperando. O que aconteceu nos dias seguintes não foi apenas uma batalha, foi a execução cirúrgica de um exército considerado invencível, realizada por um general que tinha metade da idade do seu adversário, 1/3 dos seus soldados e nenhuma intenção de travar a guerra da forma que Roma havia aprendido a vencer. Carraay não foi uma derrota, foi uma demonstração. E durante séculos, Roma não conseguiu entender o que havia sido demonstrado. O homem que conduzia as legiões ao deserto se chamava Marco Licínio Crasso. Aos 62 anos de idade, Crasso era a pessoa mais rica da República Romana. Não por metáfora, não por aproximação, era literalmente o indivíduo mais rico do mundo ocidental conhecido. Sua fortuna era estimada em mais de 7.000 1 talentos de prata, o equivalente a cerca de 200 toneladas de metal precioso. Ele havia construído parte dessa riqueza comprando imóveis em chamas em Roma a preços mínimos, usando seu próprio corpo de bombeiros privado para negociar os termos enquanto a propriedade ainda ardia. Era um homem que havia transformado a calamidade alheia em instrumento de acumulação pessoal, mas riqueza não era suficiente. Roma reconhecia dois tipos de grandeza, o dinheiro e a glória militar. E enquanto os dois outros membros do primeiro triunfirato, Pompeu, o Grande e Júlio César, acumulavam vitórias militares que ecoavam pelo mundo conhecido. Crasso havia suprimido a revolta de Espártaco em 71 antes de Crist e nunca mais encontrara uma oportunidade comparável. Plutarco, escrevendo no século depois de Cristo na sua vida de Crassço, deixa claro que o senador via a campanha parta como a solução para essa equação incompleta. A ambição, neste caso, não era uma fraqueza de caráter, era uma estratégia política de sobrevivência dentro da mecânica do poder romano. Em 55 de. Cristo, Crasso foi eleito para seu segundo consulado ao lado de Pompeu.