[O Colapso da China] 300 Milhões de Trabalhadores Fogem da “Fábrica do Mundo”
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Imagine sair de casa depois do ano novo lunar com uma mala grande, uma mochila cheia de esperança e aquela frase clássica na cabeça: "Este ano vai". Só que ao chegar nas cidades industriais da China, o trabalhador descobre que o este ano vai virou este ano volta. Foi isso que aconteceu com uma multidão de trabalhadores migrantes em 2026. Eles saíram de províncias como Yunan, Guijou, Shuan, Rubei e Huna, rumo a lugares como Donguan, Shenjen, Guangjou, Sujou, Nimbo, Jangu, Jeji e Shanghai. A promessa era encontrar emprego, ganhar bem, mandar dinheiro para casa e talvez respirar um pouco depois de anos apertados. Mas a realidade os recebeu com um sorriso de agência de emprego e uma carteira vazia no bolso. Em Donguan, cidade que durante décadas foi símbolo da fábrica do mundo, a pergunta agora é quase uma piada. amarga. Onde estão aqueles empregos pagando 8.000 ou 10.000 yans por mês? Algo entre R 6 e R700. Só pra pessoa aparecer, na internet os anúncios parecem maravilhosos. Entrada fácil, alojamento, comida boa, salário alto, ambiente cheio de gente jovem, quase um resort com esteira de produção. Só faltava dizer que o chefe serviria café na cama, mas quando o trabalhador chega, encontra vagas de 14 ou 15 ana, cerca de R11, ou seja, quase nada diante do custo de sobreviver na cidade. Mesmo trabalhos de 21 por hora perto de R15 viram uma guerra. Centenas de pessoas disputando uma única vaga, como se fosse final de campeonato. O mais duro é que muitos gastaram suas economias só para tentar. Passagem, comida, hospedagem, exames médicos, deslocamento de uma cidade para outra. Alguns ficaram 10 dias, outros 15, outros mais de um mês andando com malas pelas ruas, de portão de fábrica em portão de fábrica, ouvindo sempre a mesma resposta. Não estamos contratando. Nas estações de trem e rodoviárias a cena se repetiu. Gente com sacolas enormes, cobertores, marmitas, malas amarradas com corda voltando para casa antes mesmo de começar a trabalhar. Em Ningbu havia mais gente indo embora do que chegando. Em Guang Dong, ônibus inteiros saíam de volta para Rubei. A viagem que deveria marcar o início de uma nova fase virou uma retirada silenciosa. O problema é que não se trata de um azar individual daquele tipo hoje não era meu dia. A crise aparece ao mesmo tempo em várias regiões industriais. Dona não vai bem, Shenzen não vai bem, Guang.