Infantaria de Linha: por que os soldados marchavam em pé rumo aos canhões?
YouTube transcript, YouTube translate
A quick preview of the first subtitles so you know what the video covers.
Os su soldados ficavam em posição de sentido e esperavam para serem alvejados, não atrás de abrigo, não em trincheiras, ombro a ombro, em três fileiras, em campo aberto, uma parede viva feita de carne e tecido. Do outro lado, uma parede igual. A distância entre eles era de 100 passos, às vezes 50, e os dois lados atiravam um no outro até que um deles se quebrasse. Isso não é ficção. Foi assim que se lutou por 200 anos seguidos, da metade do século X7 até a metade do século XIX. Os melhores generais da Europa, de Gustavo Adolfo a Napoleão, formavam suas tropas exatamente desse jeito. E aqui surge uma pergunta que inquieta todos que já viram uma pintura de batalha daquele período. Por quê? Os generais eram idiotas? Eles não se importavam com os soldados? Não percebiam que aquela formação densa era um alvo perfeito? Pare antes de responder, precisamos entender como os exércitos chegaram a essa situação. O século X7 mudou tudo. Durante o que chamamos de revolução militar, os exércitos europeus cresceram a um tamanho nunca antes visto no mundo. No começo do século, uma grande batalha envolvia 15 a 20.000 soldados de cada lado. Mas no final, Luís XIV mantinha um exército de 400.000 homens. 400.000 era população de uma cidade médio europeia da época, só que todos armados. De onde veio tanta gente? Os orçamentos militares aumentaram e as coroas passaram a contratar cada vez mais mercenários, suíços, alemães, escoceses, qualquer um. Em países como a Suécia e a Rússia foram além. começaram a recrutar soldados e os chamados homens por recrutamento, ou seja, tiravam camponeses das aldeias para integrá-los as tropas. O lavrador de ontem, que nunca tinha segurado algo mais pesado que a enchada, precisava, após se meses de treinamento, atirar ao comando. E é aí que começa o mais estranho. Paralelamente ao crescimento dos exércitos, ocorreu a revolução da pólvora. As armas de fogo portáteis tornaram-se mais eficientes, baratas e, o que era crucial, produzidas em larga escala. O mosquete deixou de ser um brinquedo caro para especialistas. Era possível armar milhares, dezenas de milhares de soldados de infantaria em uma única temporada. A lógica parece clara.